Praticamente nasci em Gameleira, e são tantas as boas estórias vividas ai nessa praia! Meus filhos são frutos de um amor nascidos ai, num tempo que não tinha luz elétrica, e o único som que se ouvia, fora as ondas do mar e o balanço das palhas dos coqueiros, era o som do violão...
O saveiro de Dolé, depois a lanchinha Gaivota, depois o navio Maragogipinho que ia pra Itaparica e deixava a gente na bandeirinha para fazer baldeação para o saveiro e saltar na ponte.
Todas as boas lembranças de meus pais, e da minha adolescência são marcadas com as ferias na "ilha" Gameleira. Ainda fecho os olhos e lembro o tempo das pescarias de rede com meu pai e minha mãe... Pau dentro e pau fora, a lanterna onde esquentava o camarão pra comer, enquanto acompanhava os "pescadores'', os tropeços entre as vacas e bois que dormiam em frente da casa, um céu cheio de estrelas. A adolescência... bar de Bela, sambão, saborosa com coca-cola, meus irmões, os primos e amigos, a casa já chegou a ter 75 pessoas veraneando! Não tinha água encanada, luz elétrica , os quartos (6) não tinham portas e a porta da casa não tinha chave. Ventilador? Pra que? dormíamos de portas e janelas abertas! as vezes na ponte enroladas nas velas dos saveiros. Adolescência... juventude... tive filhos e continuei o amor pela ilha e com imenso prazer vi meus filhos crescendo soltos pela ilha, com os “primos” e os filhos de amigos “nativos”.
Hoje sou avó e é pra lá que continuo indo agora de Ferry, levando minha neta que não cansa de perguntar; vovó quando a gente vai pra ilha de novo?...
Nilbia


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