Aqui iremos compartilhar histórias, fotos e vídeos de momentos vividos em Gameleira, mais precisamente, na casa de D. Nurbia.


Quem tiver histórias, causos, lembranças, fotos, videos, etc, e quiser compartilhar, basta mandar para meu e-mail: pattymachado@yahoo.com.br




segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vera Maria fala...

Gameleira... Quando a vi pela 1ª vez, eu tinha oito anos. Uma viagem com meu pai e minha mãe, no saveiro de Dolé, para conhecer a casa nova de D. Núrbia! Avistei poucas casas, uma faixa de areia e um coqueiral, que me fascinaram ao primeiro olhar. Ao chegar, um grupo de homens fortes veio na água para nos carregar. A primeira visão foi a de um casarão abandonado, que diziam ser mal-assombrado: coqueiros e mangueiras o rodeavam. (Mais tarde tornou-se a residência da família Calazans.) Atrás dela havia um campo enorme, com uma gameleira frondosa (daí o nome do lugar) onde os morcegos tinham moradia e os bois e vacas escolheram como dormitório! A casa era enorme: seis quartos, que eram divididos por família: D. Nilza, D. Noêmia, Anita, D. Beú... Havia um que era onde Nilson (meu cunhado) guardava os apetrechos de esporte e lazer: muitos jogos, redes de basquete e vôlei, jererés, varas de pescar... Na praia ele tinha vários saveiros sendo o mais importante o Netuno, que participava de competições e sempre estava entre os três primeiros. Era seu xodó. Meu cunhado era amado pelos nativos e pelos veranistas, pois naquela época, tudo que acontecia de entretenimento no local, tinha a sua iniciativa; não só por isto, como também pelo seu coração generoso e prestativo. Neste lugar, como criança, me diverti bastante. Já saindo da adolescência, voltei a Gameleira acompanhando os sobrinhos, que a estavam redescobrindo, e seus amigos, que eram muitos! Apesar de ser a mais velha do grupo, quem tomava as rédeas da casa, era Binha: pequena, magrinha, mas que impunha respeito a todos! Ela ditava as normas da casa e ai de quem desobedecesse! Escalava as amigas e os amigos para o trabalho na casa antes de sair para a praia, e todos faziam tudo sem reclamar: varrer a casa, lavar a fonte, lavar o tanque, pegar água da fonte, arrumar a casa... Horário de chegar à noite, era sagrado: quem bobeasse, dormia na varanda, porque ela não abria a porta! Resultado: como ninguém queria passar frio no lado de fora, todos chegavam no horário determinado. A comida era com ela. Mais tarde veio Celeste, filha de Osmira, para ajudá-la. O mercado era feito no armazém de D.Bela, e Dinda ia todo final de semana e pagava a conta. Podíamos comprar tudo lá, menos bebida! Esta tinha que ser na base da vaquinha, misturada com água, para render e dar para todos! Era saboreada na ponte, ao som do violão ou pescando siri. Esta ponte foi palco de muitos amores, feitos e desfeitos e também de muitas brincadeiras! Nela esperávamos o pessoal que vinha de saveiro ou navio, para alegrar o fim de semana. Ainda não tinha o ferryboat, assim como a luz elétrica, água potável, asfalto... E era tão bom! Outra diversão era atravessar o campo em frente à casa, em meio aos bois e vacas e tomar carreirão dos mesmos; era correria geral! Muita alegria!

Depois veio a fase do sambão: era da manhã até o entardecer e a gente naquele samba gostoso; quando não era na porta de Dona Bela (o point do momento!) era na barraca de Gregório. De almoço, ninguém lembrava!

À noite, havia sempre uma festinha para curtir, e quando não tinha, a gente inventava! Numa dessas festas é que começou o meu namoro com Guto.  Na casa, vivíamos em estado de graça: só lazer! Bons tempos!
Hoje, o tempo nos separou, mas continuamos amigos! Casamos, vieram os filhos, e a paixão por Gameleira e a casa de D.Núrbia continua em nós e neles também! Muitos de nós já temos netos. Deus queira que eles preservem este patrimônio tão querido!

A casa se transformou, e se prepara para os 77anos de D. Núrbia. Uma boa parte desses amigos estará lá. Será um “revival”!

Deus permita que ela possa viver ainda muitos anos para curtir a sua casa. Ela merece, pela boa filha, irmã, mãe, avó e amiga maravilhosa que é!

Parabéns, D. Núrbia, minha irmã e madrinha, felicidades mil!

Vera Maria

Últimos preparativos para o grande dia.







Aniversário

Fernando fala....

Não preciso de mais do que uma frase para dizer o que penso de D.Núrbia: É A MELHOR PESSOA HUMANA QUE CONHECÍ EM TODA A MINHA VIDA, e olhem que Deus me concedeu a graça de conviver com ótimas pessoas. Capacidade de amar e perdoar, humildade, coragem para trabalhar e se despreender dos frutos do seu trabalho em benefício dos necessitados, capacidade de agregar pessoas sem nunca dividí-las, acolhimento; são tantas qualidades que a lista ficaria fastidiosa. Por isso tudo mando-lhe neste depoimento minha admiração profunda, meu carinho e meu amor incondicional.
Orgulhoso de ser seu genro,

Fernando de Oliveira

terça-feira, 22 de junho de 2010

Novas fotos enviadas por Binha

Ainda Lalau

Escrevo de novo para complementar a msg sobre D. Nurbia.
Queria deixar bem firmado o Amor que ela e toda a família dedicam às pessoas. Não é aquele amor vendido e proclamado nas propagandas, não. E sim, aquele tão bem expressado pelos africanos-zulus: UBUNTU: o amor que vem envolvido com a  Paz (UHURU), a Alegria, o Cuidado e, principalmente, a Solidariedade.
Agradeço tambem a todos da família que sempre trilharam esse caminho que ela lhes apontou e compartilhou.
Dedé, Vão, Gaua, Soninha, Binha, Gi, Zena, Adel, Sinso, Nino, Nilmar, Fernandão, Lina, Sandra, Guto, Isinha, Nai, Maria, Maíra, Nininho, as outras crianças, os agregados, Lícia e Piloto, Joselita, Camélia, Margô e muitos mais que a memória não permite lembrar os nomes.
 
Beijos a todos,
Lalau

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Depoimento de Lalau.

Fiquei pensando no que escrever sobre D. Nurbia. ficou mto dificil, pois como transmitir algo tão importante, sem cometer falhas de esquecimento daqueles momentos. Entretanto, quero deixar meu depoimento sincero sobre  o que vivi na Garibaldi e em Gameleira.
É o seguinte: sempre me senti em casa em qualquer ambiente que convivesse com ela. E ela, sempre fez questão de fazer com que nos sentíssemos confortáveis em sua presença- falo por mim e outras pessoas que conheci.
Sempre a considerei como uma mãezona, dessas que se tornarão inesquecíveis na sua vida; no que considero ter plena razão em afirmar isso, não concordam? Reconheço a paciência que ela tinha em me ver chegar na casa em Gameleira, com aquele saco cheio de panelas e ingredientes para preparar minha comida, naqueles tempos de Macrobiótica, penso que ninguem mais lembra, né? Ou então, chegar na Garibaldi com verduras, legumes e frutas para comer tudo cru, e ela e Dedé, não acreditarem que alguem podia comer aipim cru, nem eu acreditava ser possível, mas eu tinha que provar!...
Assim, as caracteristicas mais marcantes que possa citar de D. Nurbia são: o amor por todos os seres que habitam nosso planeta; a benevolência e paciencia conosco, humanos; e, ter feito parte dessa família e criado esse lar de paz para seus filhos e ter lhes dado caminho para a vida. Sem esquecer que ela o fez, aproveitando o exemplo que lhe foi mostrado por seus pais, de tão viva e grande lembrança.
O meu depoimento é isso: me sinto falando de uma das maravilhosas mães e famílias e do amor por elas espargido pelo mundo, que tive a satisfação e a oportunidade de conhecer neste período de existencia.
Beijos a todos,
Lalau

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Anivesário de D. Nurbia

Vamos fazer uma pequena reunião para comemorar os 77 anos de D. Nurbia e inaugurar a "nova" casa em Gameleira. Abaixo uma lista com sugestões. Como a grande maioria já conhece a casa e o gosto da dona, fiquem à vontade para "fugir' da lista e personalizar o presente....
 

Vocês serão avisados da data e horário.

LISTA DE PRESENTES
 
Capa para maquina de lavar
Tampo da mesa em granito - Fernando
Cesto de roupa
Conjunto de colher de pau
Conjunto de pratos (12 rasos e 12 fundos, tipo Duratex transparente)
Conjunto de vasilhas plásticas com tampa - Sheila
Conjunto para café Duratex transparente
Conjunto para churrasco

Conjunto  para condimentos - Patricia
Copos  de agua - Aline
Copos tipo americano - Lu
Copos tipo americano - Ari
Descansador de pratos
Encerado para mesa 2.20 x 1.50
Escorredor de prato e peneiras
Faqueiro cabo preto
Frigideira de barro para moqueca
Fruteira de mesa
Gamela de madeira grande
Jogo de colher de pau
Jogo de mantimentos em vidro
Jogo para mesa de café de vidro (açucareiro e farinheira com bico) - Keiye
Panela de barro para feijoada - Nilmar
Panela de pressão de 10 litros
Pãozeira com tampa
Pirex de 2 tamanhos diferentes - Isa
Prato para sobremesa Duratex transparente
Rede de casal  - Tia Vera
Saleiro de vidro - Joselita
Secador de roupa de chão (grande)
Taças
Travesseiro
        
 

Palavras de Nilbia:

"Esse cara é Minguinho e foi companheiro de meu pai e de minha mãe em muitas pescarias, morava aí no fundo, filho de D. Argemira; estava sempre tomando conta da gente."

sábado, 5 de junho de 2010

O "QUASE" ACAMPAMENTO

Sinso relembra:

Certa feita, eu, Adel , Zeco  e Chinho resolvemos passar um carnaval diferente – isso significava não ir para Gameleira. Todos os anos, nosso carnaval resumia-se em: namorar, beber, comer, cantar, beber, dormir, beber, namorar e voltar a comer – se lembrássemos disso...

Então ficamos pensando no que poderíamos fazer de diferente (regados com uma cervejinha, claro!). Após muito pensar, eis que alguém gritou:
- Ah! Tive uma idéia! Vamos fazer um acampamento, não, melhor: vamos fazer um acampamento monstro! Porém com a condição de não ser na ilha.
MARAVILHA, beleza... todos nós apoiamos.
Colocamos mãos a obra. Tínhamos muitas coisas para planejar, elaborar planilhas de custos, transportes  e o mais importante: onde seria esse inesquecível,  monstruoso  e mega evento. Claro que tivemos que marcar uma reunião, para marcarmos as datas das futuras reuniões ( situação meio complicada para explicar às digníssimas  da época, porque essas reuniões sempre eram em algum barzinho, a base de alguma coisa), onde iríamos dar corpo ao grande acampamento. 
A primeira reunião foi pra decidir o local do acampamento. Alguém escolheu a Ponta de Nossa Senhora - que fica fora da ilha, logo depois da Ponte do Funil, lado esquerdo de quem vai. É uma praia linda, em frente à Caixa Pregos.  Acho que foi Adel ... ou zeco (não lembro que deu essa idéia). Nas outras reuniões (e foram muitas!), ficou decidido que usaríamos um carro, só pra carregar os alimentos e as bebidas; outro carro, pra levar as barracas e um terceiro carro, pra levar a turma. Pronto, mais um ponto resolvido!

O resto foi fácil: as compras , a arrumação dos carros, a data da saída. Iríamos viajar no sábado de carnaval, mas, por via das dúvidas, resolvemos ir logo na sexta-feira à noite, pernoitar em Gameleira e seguirmos viagem no sábado bem cedo. Não sabíamos que esse seria o nosso grande erro. A Gameleira tava cheia, a turma já tava toda lá e foram ver a nossa chegada (e olhe que chegamos com a maior discrição). Colocamos os carros na casa de Zeco e, como era noite, alguém teve a porra de uma idéia: pegar uma caixa de cerveja e uns tira gostos  do estoque do acampamento, e, tipo uma despedida, tomarmos uma.
Bom, acho que não preciso falar mais nada do que aconteceu.
Essa ”despedida” só acabou na quarta-feira de cinzas.
Conclusão: tanta reunião... tanto planejamento... e passamos o Carnaval em Gameleira.   

Sinso